Metodologia

A fim de investigar a experiência do corpo entre a informação e a gestualidade, nossa metodologia de pesquisa fundamentou-se na produção de vídeos de improvisação em dança em espaços públicos, realizados por bailarinos na América do Sul e Europa.

Na primeira etapa abriu-se uma convocatória para  participação que foi divulgada através de redes sociais – específicas de dança ou não -, de uma revista de dança e de listas de emails específicas, incluindo de cursos universitários em dança.

Os bailarinos inscritos, preencheram um breve formulário on line, no qual, além de fornecerem informações sobre seu perfil, sugeriram um espaço público da cidade onde moravam que atendesse à algumas características apontadas pela pesquisa. Ao final do processo obtivemos 47 formulários

preenchidos, sendo 01 em inglês, 10 em francês, 09 em espanhol e os outros 27 em português. As inscrições vieram de 29 cidades diferentes, localizadas
em um dos 10 países seguinte: Alemanha, Bélgica, Brasil, Colômbia, Chile, Espanha, França, Itália, Venezuela e República Checa.

Iniciou-se então a etapa da pesquisa, que tratava do efetivo registro dos vídeos de improvisação em dança. Os participantes foram instruídos  a escolher três verbos que, na percepção deles, qualificassem o local escolhidos para dançar e, por fim, deviam se dirigir até esse lugar e lá improvisar os movimentos inspirados também pelos verbos escolhidos. O vídeo deveria ser registrado uma só vez sem qualquer tipo de edição e, posteriormente, publicado em um site de vídeos no qual criamos uma conta para a pesquisa. No total, recebemos 19 vídeos, no entanto, três deles estavam fora das normas e não foram considerados em nossas análises.

Interessados que estávamos em conhecer mais sobre o processo criativo de cada um dos dançarinos e compreender suas sugestões a partir dos elementos que receberam para a improvisação, propussemos a eles que respondessem um breve questionário a ser registrado. Neste caso, optamos também pelo formato vídeo, pois pretendíamos visualizar também a gesticulação do bailarino ao mencionar o processo pelo qual haviam passado. No vídeo questionário os bailarinos deviam justificar sua escolha do espaço, associado à ideia do que consideravam como espaço público; falar um pouco
da experiência e das sensações de dançar naquele lugar e buscar uma associação entre cada um dos três verbos escolhidos e um movimento realizado.

Por fim, obtivemos 09 vídeo-questionários, ou seja, foram nove as bailarinas que cumpriram todas as etapas da metodologia. Sendo, 05 no Brasil, 01 no Chile, 01 em Berlim e 02 na França. Os vídeos analisados podem ser vistos no menu “participantes” dese site. Todos os outros estão disponíveis em: https://vimeo.com/user8328375/videos